Banner Contato

Notícias

Voltar

08/07/2015

Fórum “Lei de aprendizagem: Perspectivas para a Juventude” discutiu relação de jovens com escola e trabalho

“A adolescência não pode ser tratada como um problema, mas como uma oportunidade.” A fala do oficial das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Mario Volpi, no Fórum “Lei da Aprendizagem: Perspectivas para a Juventude” realizado pela Fundação Roberto Marinho, lança um novo olhar não só sobre a fase que sucede a infância, mas sobre a  Lei da Aprendizagem e, consequentemente, sobre as ações do programa Aprendiz Legal.

“É bom estar aqui fazendo o contrário do que perigosamente o país  faz hoje que é discutir ações de penalização da adolescência levando à Câmara dos Deputados a possibilidade de redução da maioridade penal 25 anos após o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).”, disse Volpi no Fórum. Coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do fundo da UNICEF no Brasil, Mario Volpi apresentou dados da pesquisa “Adolescentes de famílias pobres na idade 15-17 abandonam a escola”.  Volpi vê na aplicação da Lei da Aprendizagem uma perspectiva de investimento na segunda década da vida, fase desassistida de maiores investimentos em educação e proteção, visto que o Brasil concentrou esforços na primeira década da infância, reduzindo drasticamente os índices de mortalidade infantil no país, mas não aplicou a mesma atenção à adolescência. “Hoje os estudos mostram que só se consolidam os investimento também feitos na segunda década de vida. É preciso investir na adolescência.”, afirmou.

Além de combater a evasão escolar, já que exige e dá condição para que o aprendiz dê continuidade aos estudos, a aplicação da  Lei de Aprendizagem também é ferramenta para a erradicação do trabalho infantil. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT) um novo entendimento sobre a aprendizagem no país é recente: “Há apenas dois anos,  a OIT vê a aprendizagem como estratégia de erradicação do trabalho infantil.”, disse Maria Claudia Falcão, que coordena o Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil no Brasil e também apresentou pesquisa no Fórum “Os bons resultados do trabalho com os jovens também apoiam as famílias para investirem na educação de outros filhos”, completou a coordenadora da OIT,  considerando o agregador econômico e os valores que os adolescentes levam para dentro de casa como alguns principais apoios para as famílias combaterem o trabalho infantil e estimularem os estudos.

Aprendiz

Renan Ferreira Soares de Lima, aprendiz na empresa Apolo Tubos, partilhou um pouco de sua feliz experiência no programa e agradeceu a oportunidade tanto de fazer parte do Aprendiz Legal, como de estar junto às entidades e pesquisadores discutindo o tema da aprendizagem. “Onde eu moro, muitos jovens não conhecem o programa.”, disse, preocupado em ver a ampliação da aplicação da Lei para que outros tenham a mesma oportunidade que ele, que hoje cursa Administração.  “Como fica o jovem no mercado de trabalho visto o desemprego crescente?”, “Como fica o jovem do interior?”, perguntou considerando novamente o alcance da Lei e do programa.  Foi para caminhar na perspectiva destas soluções  que a Fundação Roberto Marinho realizou o Fórum que levantou muitos desafios e a certeza que a adolescência deve ser encarada como oportunidade pelas políticas públicas, empresários, entidades, comunidades e pelas famílias.

Voltar